IMPRENSA FEMININA E A PEDAGOGIA DO GÊNERO NO JORNALISMO MODERNO
Níncia Cecilia Ribas Borges Teixeira (Universidade Estadual do Centro-Oeste/ Unicentro)



A pesquisa abrange os espaços do gênero feminino, em que se pressupõem significativas alterações em comparação com tempos passados, focalizando a presença da mulher na imprensa. O corpus é constituído por reportagens de revistas femininas de circulação nacional. Nessa abordagem serão mobilizadas teorias ligadas à Análise do Discurso de linha francesa, à História Cultural e à Teoria da Comunicação que fundamentarão as discussões e o tratamento dos dados obtidos nos periódicos examinados, possibilitando a compreensão da(s) forma(s) como a sociedade vê as mulheres, bem como de suas relações com o sexo oposto e a sociedade em geral. O objetivo do estudo é definir o modelo de mulher representado em revistas femininas, a partir do início do século XX até os dias atuais, e como isso se torna uma importante ferramenta de apreensão de condutas. Os textos que os meios de comunicação produzem tornam-se formadores de opinião e ditam regras a serem seguidas por grande parte da população, criando a necessidade de que se faça uma leitura crítica de sua produção, haja vista sua significativa influência na aquisição de hábitos e costumes. Para Kellner (2001), o papel desempenhado pela mídia, no mundo contemporâneo, transformou-se numa força dominante de socialização, as imagens criadas por ela substituem diversas instituições, produzindo novos modelos de identificação e de comportamento. Dentro dessa perspectiva, as revistas femininas são as principais fontes de pesquisa para quem quer estudar a transformação da mulher dentro da sociedade.