ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA DISCUSSÃO SOBRE NORMA CULTA E POLÍTICA LINGUÍSTICA
Djane Antonucci Correa (Universidade Estadual de Ponta Grossa)



O objetivo geral deste trabalho é promover um debate acerca da necessidade de incluir política linguística (RAJAGOPALAN, 2003, 2004, 2008, 2009; PENNYKOOK, 2006, 2009; MAKONI, MEINHOF, 2006) na agenda de discussões sobre de ensino e aprendizagem de língua portuguesa. Para tanto, buscamos investigar contextos de uso e refletir mais detidamente sobre as noções de língua(gem), ensino e norma culta. Os procedimentos metodológicos dizem respeito à criação de um grupo de estudos em um laboratório na instituição de origem da pesquisadora e será composto por 6 participantes: 2 pesquisadores da instituição; 2 professores/pesquisadores em formação; 2 professores atuantes em ensino fundamental e/ou médio. Acresce-se a estes, 2 pesquisadores de outras instituições, perfazendo 8 participantes de pesquisa. Como objetivos específicos, propomo-nos discutir: a) a necessidade de equipar uma língua para que ela desempenhe determinadas funções; b) a necessidade de entender melhor como se criam os ambientes linguísticos; e c) as implicações de tais ações para a qualificação do ensino. Em termos de resultados obtidos até o presente momento, pode-se apontar que: a) a gramática tradicional ainda é, sem sombra de dúvida, a mais equipada, do ponto de vista do planejamento de status e de corpus; b) a ausência de discussões mais dirigidas aos mecanismos que definem e configuram a criação dos ambientes linguísticos parece alimentar crenças sobre o ensino-aprendizagem de língua (OLSON, 1997); d) as exigências encontradas no sistema escolar são frutos dessas ações de intervenção nas línguas.